Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (30/05/1814 - 01/07/1876)

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (30/05/1814 - 01/07/1876)
Um russo, louco, espontâneo, libertário, internacionalista, revolucionário... um anarquista!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

História Antiga:Texto complementar para o 7° ano - Instalações de novos povos e fragmentos do Ocidente: “Invasões bárbaras”?


Povo Anglo-saxão.



Segue abaixo um texto complementar para o estudo dos bárbaros que se introduziram nos territórios até então Romano e são acusados de destruir as estruturas administrativas e jurídicas criadas pela História Romana.


A tradicional expressão “invasões bárbaras” convida a uma dupla crítica: “bárbaro” na origem a palavra designa na Grécia apenas os não-gregos e, depois em Roma os não-romanos. Mas a conotação negativa adquirida por este termo torna difícil empregá-lo hoje sem reproduzir um julgamento de valor que faz de Roma o padrão da civilização e de seus adversários os agentes da decadência, do atraso e da incultura (sem cultura).
Com efeito, os povos germânicos que se instalaram pouco a pouco no território do Império decadente, e mais tarde arruinada, ignoram de início toda a cultura urbana tão estimada pelos romanos, não se entregam aos arcanos do direito e da administração do Estado Romano, desconhecendo a prática da escrita. É assim que vem a mente quando utilizamos o termo “invasões bárbaras” ao tratar do fim do Império Romano.
No entanto, sua coesão social e política em torno de seu chefe ou, ainda, sua habilidade em matéria de artesanato e, principalmente, do trabalho com metais, superiores à do mundo romano, asseguram-lhes algumas vantagens e permitem que eles se aproveitaram das fraquezas de um império em dificuldades.
Outra crítica acerca do termo vem do significado ‘invasão’. Não é mais satisfatório do que o termo “bárbaro”. Houve vários episódios sangrentos, violentas incursões e ocupações de cidades. Entretanto, a instalação dos povos germânicos deve ser imaginada, sobretudo como uma infiltração lenta, durando vários séculos, como uma imigração progressiva e muitas vezes pacífica, aproveitando-se de seus talentos artesanais ou pondo sua força física a serviço da armada romana, ou também em grupos numerosos beneficiando-se então de um acordo com o Estado romano.
Os grupos germânicos (das fronteiras) deixaram de ser nômades e tornaram-se camponeses, vivendo em aldeias, e praticando o pastoreio, o que lhes permitem também ser guerreiros mais bem nutridos que os romanos. Devido à sedentarização, seu modo de vida é menos diferente do que se poderia crer daquela dos povos romanizados.
Os visigodos (origem: partes da Ucrânia) que pedem autorização para entrar no Império são agricultores tão inquietos diante desse novo perigo quanto os próprios romanos. A fronteira foi, então, o espaço em que romanos e não-romanos habituaram-se a se encontrar e a fazer trocas.
Mais tarde, a unidade imperial cede o lugar, no decorrer dos séculos V ao VII, a uma dezena de reinos germânicos. Os vândalos (origem: parte da Alemanha) instalam-se no Norte da África, depois é a vez dos vizigodos na Espanha e na Aquitânia (atual sudeste da França), dos ostrogodos (origem: nordeste da Europa) na Itália, dos burgúndios no leste da Gália (atual França e antiga terras dos celtas), dos francos ao norte desta e na Baixa Renânia e os saxões (origem: norte da Alemanha) estabeleceram na Grã-Bretanha. Os francos (origem: parte do nordeste da Europa) conseguem expulsar os visigodos da Aquitânia e incorporam os territórios dos burgúndios. Eles adquirem uma primazia no seio dos reinos germânicos; os últimos germânicos a chegar foram os lombardos (origem: centro da Alemanha) que se instalam na Itália.
A expansão muçulmana submerge a Península Ibérica e põe fim ao reino visigótico em 771, em quanto bandos armados de muçulmanos avançam até o centro da Gália; na segunda parte a Alta Idade Média, os húngaros no século X com os escandinavos (literalmente “os homens do norte”), guerreiros valentes e grandes submetem os reinos anglo-saxões ao pagamento de um tributo, eles sob a condição do legendários Érico, O Vermelho, implantam-se a partir do fim do primeiro milênio o por muitos séculos, na costa da Groelândia. A partir dali, aventuraram-se, no inicio do século XI até os rios do Canadá, mas logo foram expulsos pelos habitantes.



Referência: BASCHET, Jerome. A Civilização Feudal: do ano mil à colonização da América. São Paulo; Globo, 2006.


Texto: Daniel da Silva Barbosa.

2 comentários:

  1. ola peofessor eu tenho uma pergunta é pra responder essas questoes do texto como tarefa?e ler entender o texto?
    é a merielen

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  2. Olá Merielen esse texto é apenas como complemento. As questões do texto impresso que foi entregue é para responder e vou corrigir na próxima aula. abç.

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