Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (30/05/1814 - 01/07/1876)

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (30/05/1814 - 01/07/1876)
Um russo, louco, espontâneo, libertário, internacionalista, revolucionário... um anarquista!

domingo, 20 de novembro de 2011

História do Brasil: RESUMO DO CAP. 1: “A CRISE DO SISTEMA COLONIAL NA AMÉRICA PORTUGUESA”, p. 41 PARA O 8°ANO.


Personagens da Revolta doa alfaiates.


Aqui vamos ver que a crise por que passou a Coroa portuguesa resultou em seu relacionamento com a colônia e esse relacionamento trouxe revoltas que vamos falar de duas em especial: de caráter elitista, Conjuração Mineira, e outra de caráter popular, Conjuração Baiana.
A colônia portuguesa tinha uma relação com sua metrópole na América com bases no sistema Mercantilista (objetivando o metalismo- acumulo de metais-, balança comercial favorável – exportar mais e importar menos-, protecionismo – proteger a economia da metrópole de produtos de fora). Toda essa prática era conhecida por EXCLUSIVO COLONIAL ou PACTO COLONIAL, que de pacto não tinha nada, pois pacto é um acordo e na relação metrópole-colônia apenas mando e obediência.
A coisa complica por volta do século XVIII vindo a crise em Portugal. Esse perde o monopólio do comércio das Índias e com isso suas possessões coloniais no Oriente e o monopólio do açúcar. Essa crise leva a Coroa a promover diversas reformas para garantir os lucros na colônia.
D. Maria I promulgou o Alvará de 1785 que proibia a instalação de manufaturas na colônia e isso impedia o desenvolvimento da colônia na parte industrial. Essa repressão e o fato de haver uma forte influência da Revolução Industrial, Independência dos EUA, além das idéias iluministas que fizeram a cabeça da América colonial levam as elites da colônia a se revoltar, porém sem buscar uma real libertação em relação da Coroa, apenas maior liberdade comercial e menos repressão.
Uma das conseqüências das repressões de Metrópole sobre a colônia foi a Conjuração Mineira ou Inconfidência Mineira. As elites urbanas de Minas Gerais, que conheciam as idéias iluministas, estavam enriquecendo com a exploração do ouro em 1750. Com esse crescente enriquecimento a Coroa promulgou um alvará que obrigava o pagamento de cem arrobas (1500 kg) de ouro para a Coroa por parte de cada proprietário.
Em 1760 começa um esgotamento das minas em virtude de diversos fatores, como: esgotamento das lavras, falta de investimento de técnicas para a exploração do ouro. Isso traz como conseqüência baixa produção de ouro e redução do imposto arrecadado pela Coroa, conseqüentemente aumento das dívidas dos proprietários com a Coroa que somavam 1 milhão de réis.
O governo português para forçar o pagamento das dívidas argumentavam que estava havendo sonegação ou contrabando por parte dos proprietários mineiros, então cria, em 1765, a Derrama (No Antigo direito português derrama se chamava o imposto lançado para suprir gastos extraordinários: Imposto “derramado” sobre todos) que garantia o pagamento das cem arrobas por meio da expropriação dos bens da população da capitania de Minar Gerais.
Em 1788 o novo governador da capitania, Luis Antônio Furtado de Mendonça, Conde de Barbacena, deveria fazer essa cobrança. Os mais prejudicados eram as elites urbanas que passaram a reunir-se na cidade de Vila Rica planejando um movimento contra o domínio colonial. Reuniam-se intelectuais, clérigos, advogados, mineradores, contratadores, proprietários de terras, poetas e militares de altas patentes.
A Conspiração: na casa do tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, entre os membros haviam fazendeiros, mineradores endividados como Alvarenga Peixoto, Abreu Vieira e Oliveira Lopes, padres como Oliveira Rolim e Toledo e Melo, poetas como Claudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga, além de Joaquim Silvério dos Reis; o único mais pobre era o alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes.
As propostas eram:
Proclamar a República para Minar Gerais;
Fundar Universidade em Vila Rica;
Desenvolvimento de manufaturas têxteis e de siderurgia;
Perdão de todas as Dívidas;

Observação para a escravidão que não esta na lista de extinção porque todos os fazendeiros tinham escravos, e nem reformas sociais. Isso dava um caráter elitista ao movimento.
O Desfecho: a insurreição nem chegou a ocorrer, pois Joaquim Silvério dos Reis delatou os companheiros em troca do perdão da dívida e os acusados foram presos e enviados para o Rio de Janeiro e acusados de inconfidência. O processo ocorreu de 1790 até 1792. Muitos conspiradores fizeram acordos políticos e reduziram seus castigos para penas mais leves, outros tiveram prisões temporárias, outros pegaram prisão perpétua na África, um morreu na prisão e Joaquim José da Silva Xavier, o mais pobre, foi condenado e esquartejado no Rio de Janeiro como forma de aviso aos que tentassem novamente contra a Coroa.
Outro movimento desse século XVIII, foi a Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates, diferente da Conjuração Mineira que tinha caráter elitista, essa era bem popular. Em 1790 a independência do Haiti diminuiu a produção de açúcar naquela região e assim o Brasil aumenta a sua para dar conta quase sozinho do mercado externo, isso faz com que os proprietários de terras investissem nas plantações de açúcar e deixassem de plantar cultura de sobrevivência, desse modo os alimentos encarece e sua produção decai muito ao ponto de ser insuficiente para a procura ocasionando fome na Bahia.
Com esses fatos e as idéias iluministas da Revolução Francesa como liberdade, igualdade, fraternidade ganhassem adeptos em Salvador. Os participantes eram pequenos comerciantes, soldados, artesãos, alfaiates, negros libertos, mulatos e escravos, em especial alfaiates. Os principais líderes eram João de Deus Nascimento e Manuel Faustino dos Santos. Levantaram um caráter de reforma social.
Em 12 de agosto de 1798 os lugares públicos foram cobertos de cartazes chamando o povo a ação. Porém através de outra traição muitos foram presos de forma violenta, quatros foram mortos e esquartejados como Tiradentes.

*Sobre a Conjuração Mineira já tem outro texto no Blog.

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