Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (30/05/1814 - 01/07/1876)

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (30/05/1814 - 01/07/1876)
Um russo, louco, espontâneo, libertário, internacionalista, revolucionário... um anarquista!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

História Moderna: RESUMO DO CAPITULO 1 – “A ILUSTRAÇÃO” p. 45 PARA O 8º ANO

(MArquês do Pombal, um exemplo de Despotismo Esclarecido no Brasil)

A Europa no século XVIII era uma sociedade hierarquizada, em que o clero e a nobreza ficavam no topo dessa hierarquia social. Esse Antigo Regime (o Absolutismo) organizava a sociedade em estamento. Lembramos da estrutura do período medieval onde a nobreza era a base da sociedade feudal.

A reação Iluminista
O surgimento de uma nova classe que vai exigir direitos políticos que até então não tinha, pois eram classificados junto com os camponeses, independentes de suas fortunas, afinal não tinham o título de nobreza. As Revoluções do século XVII, Revolução Puritana e Revolução Gloriosa, levantaram novos questionamentos que colocavam em risco a ordem feudal (e em especial os privilégios dos nobres). Junto com esses questionamentos surge também criticas à bases do Regime que seria a religião e a nobreza.

“Não tenha medo de usar o intelecto”
Essa frase resume as reflexões que sugiram no século XVIII que os chamados de Iluministas abraçaram. Valorizaram a razão, ou seja, o homem deveria alimentar seu intelecto, sua razão deve conduzí-lo para assim resolver seus problemas.

Outros pensadores em união criaram uma espécie de manual da intelectualidade. Tudo que era pesquisado com bases cientificas era catalogado em edições, essas catalogações eram chamadas de enciclopédias. Pesquisaram sobre Química, Filosofia, Botânica, e até Música.

O Contexto.
O Antigo Regime estava mantendo que era uma classe, a feudal com privilégios excessivos, que não beneficiava mais a sociedade em nada e só sugava com direitos que os camponeses pagavam e outra classe, a burguesa crescendo, que estava elevando a economia dos países europeus e não tinha nenhum privilégio. Além dessas duas haviam os camponeses e trabalhadores urbanos que pagavam impostos e eram mão-de-obra.
Nesse contexto alguns filósofos teorizam algumas idéias para resolver esse impasse. E chegam a soluções. Vamos lá.

O inglês John Locke (1632-1704) foi um dos que teorizaram na área da política. Ele dizia que um Governo não poderia ser eleito de forma hereditária, pois isso representava opressão e negação da liberdade da população. O Governo deveria nascer de um pacto entre a sociedade e o governo e se este não atender as necessidades de sua sociedade estaria quebrando o pacto e o governo poderia ser tirado. Locke com essa teoria quebra o tipo de política que nobres e reis alimentaram por toda Idade Média e dá mais direitos para camponeses e burgueses para decidir o futuro da sociedade.

Outro inglês pensou na área da economia. Adam Smith (1776) quebrou a estrutura do Antigo Regime com sua teoria. Segundo Smith, o mercantilismo impedia a sociedade européia de desenvolver-se. Vamos lembrar o contexto falado acima. Então, o mercantilismo favorecia a uma única parcela da classe burguesa, e a outra ficava impedida de desenvolver o capitalismo.
O Estado escolhendo e permitindo que apenas uma parcela da burguesia se apropriasse do comércio com as colônias atrapalhava o desenvolvimento econômico capitalista em seu Estado. Segundo Smith o Governo não deveria interferir na economia, o mercado, ou seja, os mercadores ser ajustavam através das concorrências e produtos de melhores qualidades. Só uma empresa com produtos bons pode sobreviver no mercado. O Governo deve deixar que suas colônias produzam livremente sem a intervenção da Coroa (vamos lembrar que o Brasil quando era colônia de Portugal não podia produzir tecido para assim comprar apenas de Portugal) e não poderia impedir que produtos estrangeiros entrasse em seu país ou taxando com impostos abusivos para proteger os produtos nacionais. Essa medida de impostos para proteger produtos nacionais existe até hoje.
Essas idéias de liberdade de produção e de trafego de mercadoria se resume em uma frase famosa: “Laissez faire, laissez passer” (deixe fazer, deixa passar). A tese de Adam Smith valorizava o papel de cada individuo na construção da economia e não mais a mão poderosa do Estado e os privilégio de uma camada protegida por esses Estado.
Vamos lembrar que essas teorias por si só não alteraram o pensamento europeu, apenas colaboraram como bases ideológica para a reivindicações que sucederam. Para isso precisou surgir várias revoluções e uma delas vamos ver nos próximos capitulo.

Para finalizar vem o surgimento dos Despotas Esclarecidos que seriam monarcas que adotaram algumas idéias levantadas pelos iluministas, pontos do tipo ‘valorização da razão e cientificidade na administração’. Muitos monarcas construíram bibliotecas e contrataram tecnocratas para administrar seu reinado, outros financiaram pesquisas de pensadores. O certo é que os monarcas só pegaram o que interessava ao Regime Absolutista e o que ameaçava descartaram. Um déspota esclarecido foi Marquês do Pombal que esteve na administração do Brasil colônia no século XVIII.

Um comentário:

  1. obrigado......
    isso me ajudou muito no meu trabalho de história...valeu

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